Artes Visuais, Série Especial: Entidades Estudantis

Estudantes de Artes Visuais são representados pelo CAAV

Greve de 2016 foi o ponto de partida para a iniciativa de criação do Centro Acadêmico de Artes Visuais

Julie Siqueira

Foi da greve de 2016 que surgiu a inspiração para tomar a iniciativa de criar o Centro Acadêmico de Artes Visuais (CAAV). Depois do acontecimento, os alunos Sophia Wolf, Thais Iglesias e Arthur Ferrari sentiram que deveriam contribuir mais para o curso. Com ajuda e incentivo das hoje integrantes do DADiCa Laura Castralli e Ana Zequin, eles formaram a chapa “AÇÃO” para administrar o centro acadêmico, com propostas que envolviam medidas de maior participação política dos discentes.

Mais tarde, os estudantes Gabriel dos Santos, Daniele Araujo, Rafaela Pupim e Lucas Bonesso passaram a integrar o grupo. A escolha do nome “Centro Acadêmico de Artes Visuais” ocorreu por conta simplicidade e pela possibilidade de uso pelas próximas chapas a assumirem a entidade estudantil.

A chapa tem buscado regularizar o CAAV, tem promovido rodas de discussão, cine debate, organizado brechós e, recentemente, está envolvida com a organização do I Fórum Estudantil da FAAC (Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp Bauru), que acontecerá nos próximos dias 23, 24 e 25.

Segundo o estatuto vigente, a chapa fica em exercício durante um ano. No entanto, a nova chapa está tentando mudar esse período para o de um ano letivo, para auxiliar os ingressantes no curso do próximo semestre no que precisarem de respaldo.

Sophia Wolf, que cursa o segundo ano de Artes Visuais e é representante discente na reunião de conselho de departamento, relata que antes do CAAV houve duas outras entidades relacionadas ao curso: o CAARTUN, que acabou por causa da greve de 2003, e o Coletivo Chave, que depois se tornou um centro acadêmico.

Para Sophia, o CAAV é prioridade. Hoje, ela considera possuir um maior conhecimento sobre o mecanismo processual da FAAC e uma perspectiva mais crítica sobre o mesmo, além de acreditar que sua participação política dentro da instituição de ensino seja uma forma de retribuição para a sociedade.

A aluna diz que a proatividade política não é algo ensinado nas escolas. “Falta proatividade política [na faculdade]: as pessoas pensam que se não fizerem vai ter alguém fazendo por eles, o que é um comportamento enraizado de se terceirizar tudo”, afirma. Segundo ela, isso faz com que se isentem de participação política por considerarem que os estudantes envolvidos os representam, assim se ausentando das decisões.

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