Comunicação, Eventos, Jornalismo

Como foi o 11° Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da ABRAJI

por Bárbara Paro Giovani

Nos dias 23, 24 e 25 de junho a ABRAJI (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) realizou o 11° Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo na cidade de São Paulo – e eu estava lá. A decisão de participar do Congresso veio por incentivo de companheiros de sala e professores, mas também da vontade de me aperfeiçoar mais como jornalista. E, posso dizer, não me arrependo.

Com mais de 70 palestras, painéis e cursos, o Congresso apresentou histórias, ensinou técnicas e motivou os aspirantes e profissionais jornalistas. De início, fiquei um pouco perdida com a quantidade de opções que tinha para escolher; todos os temas eram bastante interessantes e atualizados e muitos jornalistas renomados iam palestrar.

De uma maneira bem organizada, o evento deu espaço para que cada um montasse sua grade de acordo com seus interesses. As palestras que escolhi me trouxeram diferentes percepções – me apaixonei pela cobertura de crises humanitárias e pelo uso das novas mídias, mas também muito me decepcionei com o entendimento sobre a mulher no jornalismo.

Os painéis abertos a todos trouxeram conversas descontraídas e convidados de peso, como Caco Barcellos, Carmen Lúcia, Bob Garfield, Paul Myers, além de representantes de veículos como F451, Nexo, Jota e Medium. De um modo geral, muito se falou sobre o futuro do jornalismo impresso, os novos modos de financiamento dos jornais e inovações nos modelos de se apresentar a informação – assuntos sempre abordados, mas apresentados de uma maneira nova.

No fim, percebi que direitos humanos é um dos grandes temas que me interessam e que os novos modelos de jornalismo me atraem. Me decepcionei com alguns profissionais de renome e me encantei por outros que não conhecia.  Aprendi a utilizar meu Facebook para conseguir informações e fazer novos contatos. Conheci dúvidas e dilemas de quem já está no mercado – e até dos profissionais já consagrados. Convivi com pessoas que poderia nunca nem conhecer. E, com certeza, amadureci como estudante e futura profissional.

O jornalismo investigativo nunca foi uma das áreas da profissão que me atiçavam interesse especial, devo confessar. No entanto, ao participar deste que foi o meu primeiro congresso, percebi a importância de me manter sempre atualizada e de conhecer os bastidores do trabalho de diferentes profissionais. Poder estar em contato com tantas pessoas que admiro e que têm experiência abriu minha cabeça para novas possibilidades e me deu ânimo e motivação para explorar ainda mais o meu eu jornalista.

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