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Nise e o poder de reabilitação através do amor e da arte

por Victoria Fiorentini

A loucura está profundamente ligada ao desamor, portanto é preciso amor para salvar alguém da loucura”

Esta frase é da psiquiatra alagoana Nise da Silveira, cuja trajetória é tema do novo longa “Nise – O Coração da Loucura”, dirigido por Roberto Berliner e interpretado pela atriz Glória Pires.

O filme é uma cinebiografia da médica, contada a partir de seu trabalho em clínicas psiquiátricas brasileiras. Datando o início dos anos 40 – época em que técnicas abrasivas como a lobotomia e o eletrochoque estavam em alta e eram muito utilizadas em pacientes psicologicamente instáveis-, o longa retrata a luta da doutora Nise contra os métodos desumanos aplicados, defendendo um tratamento baseado no afeto e no estudo das artes como forma de reabilitação.

Dança, pintura, convívio com animais e muita compreensão faziam parte do tratamento dado aos seus pacientes na clínica. Qualquer forma de arte, em especial as artes plásticas, eram consideradas um meio de expressão da alma e do inconsciente destas pessoas, que muitas vezes, não conseguiam se expressar apenas pela forma verbal.

Dança, pintura, convívio com animais e muita compreensão faziam parte do tratamento dado aos seus pacientes na clínica. Qualquer forma de arte, em especial as artes plásticas, eram consideradas um meio de expressão da alma e do inconsciente destas pessoas, que muitas vezes, não conseguiam se expressar apenas pela forma verbal.

Além das funções terapêuticas, o tratamento também possibilitou que os pacientes se tornassem verdadeiros artistas, tendo suas obras exibidas em duas exposições internacionais e no museu criado pela médica, chamado Museu de Imagens do Inconsciente.

MuseudoInconsciente-016web

Nise foi uma mulher pioneira e irreverente em todos os sentidos – desde sua formação, sendo a única mulher em uma sala de 157 alunos, até quando foi presa em 1934 sendo acusada de envolver-se com o comunismo. Apontou falhas, contestou práticas e demonstrou soluções, dando novos sentidos aos tratamentos e às relações entre psiquiatra e paciente, permitindo dar voz à loucura e enxergar o valor daqueles que eram isolados do convívio e rejeitados pela sociedade.

Nise da silveira
Foto de Nise da Silveira (crédito: Reprodução)
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