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Limite de dados para Internet Fixa mobilizou redes sociais e produtores de conteúdo

Também foi criada uma petição online contra as novas formas de cobrança

por Thainá Zanfolin

As principais operadoras de Internet Fixa do país (NET, Oi e Vivo) anunciaram, no último dia 10 de abril, que passarão a oferecer seus serviços apenas com limite de dados, como já acontece com as empresas de telefonia móvel. A mudanças são para os planos ADSL (http://tiagoaquines.jusbrasil.com.br/noticias/313510909/o-que-muda-com-o-limite-de-uso-dos-planos-de-internet-banda-larga), em que a conexão é feita a partir de uma linha telefônica, e que é a mais comum no país.  Assim, as companhias oferecerão uma franquia específica de dados por mês e, quando utilizado todo o pacote, elas poderão cortar o acesso à rede ou reduzir sua velocidade.

Esse sistema já é realizado por outras empresas da Telecom Americas como a Claro, Embratel e a própria NET, que apresentam em seu contrato a possibilidade de diminuição da velocidade ou que já a diminuem quando o usuário atinge seu limite do mês.  No caso da NET, apenas alguns planos forneciam esse tipo de serviço.

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A hashtag foi criada logo após o anúncio das mudanças e se tornou uma das principais campanhas no Twitter e no Youtube (Reprodução)

Essa mudança na forma de cobrança é regulamentada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que vê a medida como benéfica. Carlos Baigorri, em entrevista para o site Convergência Digital (http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=41676&sid=4), superintendente de competição da agência, diz que, com o formato atual, os assinantes que utilizam menos suas redes acabam financiando os que utilizam uma grande quantidade de dados.

A Anatel também determinou regras que as empresas deverão seguir antes de implementar o modelo de cobrança, como a disponibilidade de ferramentas para acompanhamento pelo usuário do uso de dados, notificação quando se aproximar do limite, entre outras, que visam proteger o consumidor de medidas abusivas. Elas também passarão a valer para as empresas que já fornecem o serviço por franquia.

As campanhas contra as mudanças

Apesar da legalidade, houveram muitas críticas à medida tanto pelos defensores dos direitos do consumidor e pesquisadores da área quanto dos próprios usuários. Surgiram diversos movimentos, principalmente pelas redes sociais, que pedem pelo fim da medida.

O Movimento Internet Sem Limites (https://www.facebook.com/mislbr/)  se coloca contra as novas formas de cobrança e começou a divulgar dados e propostas das empresas desde o anúncio das mudanças. Hoje, a página já conta com mais de 400 mil curtidas no Facebook e contém publicações diárias sobre novas informações e o que as alterações acarretarão aos usuários.

Surgiu também, pelas redes sociais, a hashtag #InternetJusta, em que usuários colocam seu posicionamento frente as medidas e compartilham conteúdo sobre o tema. No Twitter, o assunto já entrou para os Trending Topics brasileiro e hashtags derivadas desta, como #ForaInternetLimitada estão diariamente entre os assuntos mais comentados na rede.

Os produtores de conteúdo do YouTube também fizeram críticas às mudanças. Muitos youtubers famosos no Brasil, como PC Siqueira (2 milhões de inscritos), Cauê Moura (4 milhões inscritos), Felipe Neto (5 milhões de inscritos) e Jout Jout (com 790 mil inscritos e que faz propaganda da Vivo), e muitos outros, fizeram vídeos falando sobre o tema e dando sua opinião. A maioria se mostra contra as mudanças, principalmente por trabalharem com a Internet.

Veja alguns vídeos:

PC Siqueira:

Cauê Moura:

Também foi criada uma petição online pelo site da Avaaz pedindo que as mudanças não aconteçam. As assinaturas são destinadas ao Ministério Público Federal. O link da petição é:  https://goo.gl/0uyGb8

 Saiba mais em:

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