Comunicação, Publicidade, Sem categoria, Tecnologia

A rivalidade que vende

Por Daniel Sakimoto

Já que “a propaganda é a alma do negócio”, por que não insistir nessa pratica com uma abordagem um pouco mais ofensiva? Dentre diversas estratégias, o marketing agressivo vem se tornado recorrente na publicidade de empresas concorrentes de alguns setores.

O marketing agressivo consiste em um conjunto de métodos que “forçam” o consumidor a comprar determinado produto usando de todos os argumentos possíveis. Uma técnica recorrente nesta pratica, é o constante ataque aos concorrentes, seja ferindo a sua imagem ou mostrando defeitos e problemas.

Um dos maiores casos de marketing ofensivo estão nas batalhas publicitárias travadas entre o McDonald’s e o Burger King. As redes de fast food têm uma concorrência histórica e deixam isso transparecer de forma bem esclarecida em seus produtos publicitários.

A ofensiva mais recente se deu pelo McDonald’s francês, que divulgou um comercial onde avista se uma placa indicando que para chegar ao Burger King mais próximo seria necessário percorrer o longo caminho de 258 km de uma complicada trajetória. Como esperado, o BK fez réplica e reverteu a situação ao seu favor:

Em meados de 2015, o Burger King ofereceu publicamente ao McDonald’s o “Hamburger da Paz”, que propunha que as duas redes fizessem o McWhopper –  a fusão dos lanches mais tradicionais de cada lanchonete. O McDonald’s recusou a proposta de cessar-fogo do Burger King, por meio de um comunicado de Steve Easterbrook, CEO do Mc. No comunicado, Steve ironiza o rival afirmando que “da próxima vez um simples telefonema seria o suficiente”.

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[Reprodução]

No setor de tecnologia, a Apple e seus produtos são frequentemente alvos de marketing agressivo de empresas concorrentes. As propagandas ofensivas à Apple tem foco nos defeitos dos produtos da empresa e comparações de preço e desempenho com mercadorias de concorrentes.

Entre os vários concorrentes da Apple, a Samsung é a empresa que mais utiliza de propagandas visando “manchar” a concorrente da maçã. No lançamento do Iphone 4s, por exemplo, a Samsung fez um vídeo que se passa na fila de uma das lojas da Apple, onde a empresa coreana compara o celular da Apple com o Samsung Galaxy S II, expondo defeitos do Iphone 4s e qualidades do Galaxy.

Neste vídeo a Samsung ironiza até mesmo os fanáticos pela Apple, quando um homem que está na fila para comprar um Iphone diz: “Eu não posso ter um Samsung, eu sou criativo”:

Após o lançamento do Iphone 6, em 2014, surgiu a informação de que o celular da Apple entortava ao ser colocado no bolso, o que gerou diversas provocações à empresa de concorrentes e até mesmo da marca Kit Kat, fabricante de chocolates.

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[Reprodução]

No Brasil, a Nissan já fez propagandas, em português, atacando outras montadoras.

Ainda que estas estratégias de marketing estejam fechadas a poucos setores da economia, a agressividade diante dos concorrentes nas propagandas gera batalhas interessantes e engraçadas, e que muitas vezes podem ser de utilidade pública, ao denunciarem defeitos das marcas adversárias.

Dizem que na guerra não há ganhadores. Bem, na guerra de publicidade quem ganha é o consumidor.

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