Comunicação, facebook

Quando o “Deboísmo” parou de ser de boas?

por Mariana Pellegrini

“Deboísmo” é uma página no Facebook criada há mais ou menos dois meses, por um casal de Goiânia – Carlos Abelardo e Laryssa de Freitas. Com mais de 365.000 seguidores, o Deboísmo se identifica na rede social como uma instituição religiosa. Além da identificação, a página apresenta os “10 ensinamentos deboístas”.

A página Deboísmo publicou os ensinamentos que são sugeridos àqueles que praticam o deboísmo
A página Deboísmo publicou os ensinamentos que são sugeridos àqueles que praticam o deboísmo

O intuito é combater discussões carregadas de ódio, que acabam gerando inúmeros desentendimentos, tanto no mundo virtual quanto no real. Para difundir essa ideia, o casal faz uso de memes de bichos-preguiça, que são de autoria própria ou enviados por seguidores e que pregam a ideia de espalhar o amor e resolver tudo tranquilamente. Os memes podem fazer referência à cultura pop e chegam até a propor soluções para problemas rotineiros.

“O importante é não defender um lado com ódio e extremismo. Se quiser escolher um, escolha. Só não pode julgar o coleguinha que escolheu outro, ou quem escolheu ficar de boas.” – postagem do dia 18 de agosto/2015.

Porém, certa polêmica foi causada no Facebook. Alguns internautas entenderam que a página deboísta pregava a ausência de posicionamento perante situações de preconceito e opressão. O descontentamento foi mostrado através de publicações em páginas pessoais e em comentários nas imagens postadas pelo “Deboísmo”. Como resposta às desaprovações, a página se manifestou.

“(…)Ser de boa não significa não debater, não significa se calar perante as injustiças. Significa não ofender as pessoas, argumentar de maneira lógica e sensata, sempre respeitando os direitos humanos.

Ser de boa significa deixar uma discussão acabar mesmo sem convencer o inimigo, principalmente se ele partir pra ofensas. Pois uma mente que está tomada pela raiva provavelmente não estará aberta a uma nova ideia. (…)” – postagem de 2 de setembro/2015.

Em oposição ao deboísmo, surgiu a página “Tretaísmo”, dedicada às pessoas que não se sentem representadas pela “filosofia deboísta”, por não serem privilegiadas ou terem condições de ser adeptas a ele. Em menos de 48 horas, o tretaísmo teve adesão de onze mil pessoas. O símbolo do tretaísmo é um carneiro e também possui seus ensinamentos – no caso, mandamentos.

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O “tretaísmo” publicou os mandamentos que regem as vidas dos tretaístas

“Tretaísta não é sair por ai tacando pau nos amiguinhos, é sair da zona de conforto e lidar com os problemas da maneira que quiser, tretar ou problematizar não ta errado, cada um reage como quer”. – postagem de 2 de setembro/2015.

Para provar quão “de boa” são os deboístas, a conta se manifestou a respeito da discussão “deboístas x tretaístas”. A publicação (https://goo.gl/X4Uwxp) lembra mais uma vez que ser ‘de boa’ não é não debater e afirma que não é necessário ser “de treta” para defender suas ideias.

As páginas despertaram sua curiosidade? Confira com seus próprios olhos as postagens deboístas (https://www.facebook.com/Deboismo?fref=ts) e tretaístas (https://www.facebook.com/tetraismo?ref=ts&fref=ts).

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