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Economia Criativa na universidade

Hoje começamos nossa nova série especial aqui no blog da ACI. Somos parte de um projeto de extensão e acabamos percebendo que não sabemos muito sobre quantos e quem somos dentro da FAAC. Por isso, levantamos os dados e resolvemos que deveríamos falar sobre nossos companheiros na extensão, um dos grandes tripés da universidade pública.

Na FAAC, somos 63 projetos, sendo 38 de comunicação, um de tecnologia, nove de cultura, um de trabalho, um de meio ambiente, oito de educação e cinco de espaços construídos. Ao longo dos próximos posts, vamos abordar alguns desses projetos, contando suas histórias, formações, aplicações e retornos à sociedade. Vamos começar com o projeto NeoCriativa.

O NeoCriativa é um núcleo de estudos e observação de Economia Criativa da FAAC coordenado pelo professor Juarez Xavier. O grupo surgiu em 2011 e tem como objetivo estudar a economia criativa aplicada à cidade e propor a elaboração de políticas públicas para estimular tal economia.

Logo do NeoCriativa
Logo do NeoCriativa

Procurando entender a Economia Criativa em quatro vetores, o núcleo de pesquisas trabalha com a classificação da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). São estas as quatro áreas de produção: mídias (radicais), artes (urbanas), inovações técnicas funcionais (políticas) e patrimônio histórico (racismo).

O foco do NeoCriativa é mapear os arranjos culturais dos grupos subalternos, ou seja, grupos ligados à periferia, aos grupos sociais vulneráveis e às organizações sociais não hegemônicas e não ligadas ao grande capital. Com isso, busca estimular as conexões entre eles, assim como contribuir para a elaboração de políticas públicas que atendam as demandas dessas organizações.

Segundo o professor de Jornalismo Especializado Juarez Xavier, o grupo é um espaço de ensino, pois ele busca levar as discussões levantadas em sala para o núcleo; de pesquisa, já que a partir dele são defendidas iniciações científicas; e de extensão, uma vez que a cidade de Bauru é vista como um grande laboratório experimental de observação e aplicação da economia criativa, com suas diversas atividades humanas e o patrimônio imaterial (música e mídia).

A discussão atual do NeoCriativa está em torno de Bauru. O núcleo tem um projeto de mapeamento dos arranjos produtivos locais intensos de cultura por aqui. Isso significa que são mapeadas todas as áreas de processos de organização considerados Economia Criativa. Um exemplo citado pelo coordenador do grupo é o Hip Hop bauruense, que possui núcleo de produção, de edição de conteúdo e de difusão, além de produzir saberes e criar cadeias e conexões.

Os mapeamentos são um meio de aplicar os estudos e observações trabalhados no projeto. Há intenção de levá-los ao poder público de Bauru e às organizações políticas que trabalham com produção cultural na cidade para que sejam elaboradas políticas públicas que favoreçam a prática de economia criativa.

Uma das reuniões do projeto. Foto: página oficial do Facebook do NeoCriativa
Uma das reuniões do projeto. Foto: página oficial do Facebook do NeoCriativa

Nos encontros semanais, são discutidos textos escolhidos pelo professor e um aluno selecionado por ele apresenta um seminário, dando início aos debates. Os temas do próximo semestre serão as Vanguardas Culturais do século XX. As reuniões ocorrem todas as quartas-feiras, das 17h30 às 19 horas, no Departamento de Comunicação Social e qualquer pessoa está convidada a participar com a equipe.

Por Mariana Pellegrini Bertacini

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