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Curtiu o que o meu gato postou no Insta?

Bichos de estimação há muito tempo deixaram de ser só “bichos de estimação”. O apreço virou amor incondicional. Essa mudança de comportamento nos donos de pets aliado, por consequência, ao aumento de mercado para esse tipo de público faz do ramo uma oportunidade de marketing promissora.

Isto porque pet é, hoje, membro da família. E membro da família precisa comer, beber, se entreter, dormir, ser medicado quando precisa… a lista é longa. O resultado é que, da mesma forma que nós, seres humanos, temos atualmente um leque enorme de opções de consumo, os nossos “pets” também passam a ter.

No mundo digital, o cenário não é diferente. Aplicativos para donos de pets, e até redes sociais próprias para o tema, já são tendências. Como o Klooff, rede na qual seu pet vira popular. Ou a BarkCam, o Instagram para cacahorros, que emite som para chamar a atenção deles, fotografa, edita, usa filtros ou stickers nas imagens e compartilha em outras redes. Até Tinder para cachorros para facilitar a adoção ou encontrar o parceiro ideal são opções para os Pet Lovers.

E por que não eles mesmos terem uma conta nas redes sociais? Num futuro, isso poderá ser possível. Essa é a proposta da Catstacam, dispositivo desenvolvido pela Whiskas e criado pela Clemenger BBDO, de Sydney. A câmera acoplada em um colar tira automaticamente seis fotografias a cada minuto e compartilha no Instagram (do próprio pet) assim que estiver dentro do alcance de alguma rede Wi-Fi. A ideia é ver as coisas a parir da perspectiva dos gatos e talvez entendê-los melhor.

Além disso, óbvio, espalhar a marca Whiskas nas redes sociais. A hashtag #askwhiskas permite que você faça perguntas à marca, o que mantém o relacionamento com a empresa também na internet. A Catstacam ainda está em período de testes. Ainda não se sabe se será desenvolvida para o mercado e os poucos protótipos existentes foram disponibilizados somente para gatos de celebridades.

Mas já é um avanço e tanto na área de marketing digital no ramo. Pets (ainda) não ganham salário, mas seus donos, sim. E é aproveitando esse potencial financeiro e afetivo que as empresas desenvolvem seus produtos, cada vez mais inseridos em todos aspectos da vida humana, e, claro, em sua capacidade de consumo, seja ele qual for.

por Maria Tebet

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