Pela Faac, Pesquisa

Iniciação científica e aprendizado à primeira pesquisa

Ao escolher uma profissão e ingressar no curso de graduação aspirado, muitos estudantes ficam perdidos diante da grande oferta de atividades que podem desempenhar fora dos horários de aulas. Conforme regem os três pilares fundamentais da universidade – ensino, extensão e pesquisa – os alunos têm múltiplas oportunidades de aprendizado. Em se tratando de pesquisa, mais especificamente, a iniciação científica pode ser um bom prelúdio para aqueles que desejarem uma imersão em um tema de seu interesse.

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(Foto: morguefile.com)

Para pesquisar, a princípio, o aluno deve definir a área de estudo e procurar por algum docente que tenha produções a respeito para delimitar o assunto. Muitas vezes, ainda, a situação ocorre no sentido inverso, de modo que professores também buscam por graduandos interessados em compor seu trabalho científico. Após isto, o projeto começa a ser planejado e escrito, com o intuito de ser encaminhado à análise de alguma instituição de amparo à pesquisa.

De acordo com a comunidade universitária da Unesp, na FAAC, os graduandos de Comunicação Social, Arquitetura e Urbanismo, Design e Artes Visuais têm como opções recorrer ao PIBIC/CNPq (Centro Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e à Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). A partir daí, de acordo com requisitos que variam conforme a instituição, entre eles integralização de créditos, bom histórico escolar, currículo e qualidade na redação e na definição do projeto, o aluno tem a possibilidade iniciar oficialmente sua pesquisa, que pode ou não contar com apoio financeiro. No último edital do PIBIC, por exemplo, que costuma ser publicado anualmente em março, a bolsa para iniciação científica era de R$400,00 mensais. Já na Fapesp, que recebe projetos durante todo o ano, o valor atualmente é de R$579,30 mensais.

Lucas Zanetti, aluno do 2º ano de Jornalismo da FAAC, é bolsista de iniciação científica do programa PIBIC/CNPq e defende que “a pesquisa é algo seu, que leva em conta o seu pensamento e sua visão de mundo e que te abre um universo de possibilidades para você encontrar o que mais te agrade em sua área.”

Além de muitas leituras envolvidas nas referências bibliográficas e de um cronograma que inclui a produção de relatórios e a apresentação de artigos acadêmicos em eventos, como o Congresso de Iniciação Científica da Unesp, que completa 27 anos em 2015, a iniciação científica pode ser um encaminhamento para o próprio projeto de conclusão de curso ou para definições da vida pós-graduação.

De acordo com Beatriz Costa, estudante do 3º ano de Relações Públicas da FAAC, que recentemente esteve em intercâmbio pela Europa e viveu, antes disso, a experiência de iniciação científica com apoio da Fapesp, houve aprendizado e direcionamento. “Foi a porta de entrada pro mundo acadêmico, onde eu pude refletir se eu queria mesmo seguir a carreira acadêmica ou não, sem ter que esperar entrar no mestrado, por exemplo, para estar totalmente segura do ‘sim, quero ser pesquisadora’, ou optar pelo não e partir para o mercado de trabalho”.

Para saber mais sobre o PIBIC/CNPq, acesse: http://prope.unesp.br/pibic/

Para conhecer as ofertas e as exigências de Iniciação Científica da Fapesp: http://www.fapesp.br/

por Ana Beatriz Ferreira

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