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Outubro Rosa e Novembro Azul: comunicação em prol da saúde

No último mês, cidades em todo o mundo puderam contemplar alguns de seus monumentos com iluminação rosada durante o período noturno. De beleza inegável, a ação era apenas um dos eixos da campanha Outubro Rosa, criada em 1997, nos Estados Unidos, para auxiliar no combate ao câncer de mama. Em Bauru, por exemplo, a população, especialmente feminina, pôde comparecer a uma série de atividades organizadas pelo grupo “Amigas do Peito”, entre elas uma festa em casa noturna e um dia de aula de zumba no Shopping Boulevard Nações.

Com a chegada de novembro, entretanto, vem uma alteração de cor simbolizada pela campanha Novembro Azul. De origens mais recentes – 2003, na Austrália – a ação também se expandiu a nível global sob o pretexto de alertar a população masculina a respeito do câncer de próstata. No mesmo período, além disso, é incentivado o debate sobre o diabete mellitus, isto porque, no próximo dia 14, comemora-se o Dia Mundial do Diabetes. Os monumentos, em noites de novembro, passam a refletir, então, uma conscientização azulada.

Ainda que muitas vezes voltadas a sexos e a tons diferentes, em campanhas como estas, realizadas mundialmente, prevalecem esforços de comunicação inovadores, que possam ser capazes de dialogar com o público-alvo, além de despertar a sensibilidade de outros grupos às causas defendidas. No caso da Novembro Azul, por exemplo, quem assume a linha de frente no Brasil é o Instituto Lado a Lado pela Vida, uma instituição sem fins lucrativos na categoria de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). Entre seus projetos, ainda que bastante distintos, se destaca o conceito de humanização da saúde.

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Neste ano, para a conscientização sobre o câncer de próstata, o instituto já realizou uma corrida de rua na cidade de São Paulo e ainda fará panfletagem em praças de pedágio, participará de uma etapa da Stock Car e, até o fim do mês de novembro, integrará fóruns de medicina para agregar à discussão sobre a saúde do homem.

Tratando de comunicação, ainda, as mídias sociais, mais uma vez, aparecem como aliadas de grande relevância. No Facebook, por exemplo, o símbolo do bigode, que é a marca da Novembro Azul, já levou mais de 58 mil pessoas a curtirem e acompanharem, através daí, o que tem sido feito pela causa. Com uma identidade visual marcante e bem direcionada, fica difícil não relacionar os ícones azulados à marca.

Finalmente, permanece, ao encerramento de cada mês temático (pode-se ainda citar o Setembro Vermelho, de combate a doenças cardíacas), a reflexão sobre o quão relevante pode ser o papel do comunicador de gerar conhecimento a respeito de questões que afetam diretamente a sociedade. Por meio de atitudes criativas e de um diálogo com direcionamento, a responsabilidade social se torna uma característica de destaque para impactar – e de forma muito positiva – o público e as massas.

Por Ana Beatriz Ferreira

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