Perfil de trabalho, Séries Especiais

Jornalistando mundo afora

Em uma conversa casual sobre a profissão de jornalista, muito provavelmente as palavras “pobre”, “café” e “cigarro” irão aparecer, e não necessariamente nessa ordem. Não tem jeito, elas já fazem parte do vocabulário e do imaginário da profissão. Mas acima de qualquer estereótipo – ou não -, a importância desse profissional na área da comunicação e sua força de atuação na sociedade são elementos marcantes, e por que não, cativantes: foram esses os aspectos que fizeram João Paulo Monteiro Santos se apaixonar pelo Jornalismo.

PerfilJoão tem 24 anos, é de Sorocaba – cidade em que trabalha atualmente – e se formou em 2012 em Jornalismo pela FAAC. Confessa que entrou com dúvidas e sem muitas expectativas. Escolheu estudar Jornal aqui na Unesp ao invés de cursar Imagem e Som na UFSCar. A decisão parece ter valido a pena: João adquiriu seu próprio senso crítico e sua própria visão de mundo. Assim como seu aprendizado jornalístico, sua formação como cidadão ele deve à Unesp. Ressalta a importância das disciplinas da área de humanas no curso e dos grupos de estudo, que fornecem um rico conteúdo necessário para a formação do aluno como pessoa. Desenvolvimento pessoal esse que, posteriormente, facilitou sua entrada ao mercado de trabalho.

O jornalista diz que não dá para mensurar qual vivência foi a mais importante: se é aquela dentro da faculdade, com as aulas, projetos e grupos de estudo ou se é aquela vinda da experiência de morar longe de casa pela primeira vez, em uma república, com novas responsabilidades e novos amigos – que mais tarde se tornariam sua família em Bauru. Nas horas de lazer, preferia encontros mais tranquilos com os amigos, jogar bola e ir à eventos culturais e sociais, como os do Enxame Coletivo (Casa Fora do Eixo), e shows no Sesc ou Vitória Régia. Um indicativo de seu grande interesse pelas questões sociais do Jornalismo, nas quais é possível dar voz àqueles que não têm muitas vezes como se expressar.

“Tenho certeza que tomei mais tempo durante a faculdade com projetos de extensão do que com qualquer outra coisa.”, ele diz. E a comprovação, logo em seguida: Webjornal no primeiro ano, Livrevista no segundo, Rádio Unesp Virtual até o inicio do quarto, período em que também assumiu a editoria de politica do NJ Notícias. Seu projeto preferido foi o Voz do Nicéia, jornal comunitário no qual foi repórter, diagramador, e posteriormente, editor, no terceiro e quarto anos. Estagiou como assessor de comunicação no Santuário Diocesano do Sagrado Coração de Jesus – “Realmente são poucas as oportunidades em Bauru”, destaca – ; foi colaborador da TV Unesp; da Frente de Comunicação de Cultura Acesso Hip Hop e voluntário em coberturas do E-Colab/ Enxame Coletivo e Jornal da Cidade.

Como fruto de tantas participações em projetos e estágio, João enfatiza a prática dos ensinamentos da faculdade e, em especial, o contato com fontes de fora dela. Recomenda principalmente os jornais comunitários, nos quais a aproximação com a população é direta, intensa, sem entrevistas por e-mail ou telefone.

Ao terminar o curso, o estágio no Santuário do Sagrado Coração tornou-se efetivo. Ficou por um semestre lá. Pelo Facebook, soube de uma vaga na revista sobre agronegócio Feed&Food, se candidatou e foi chamado para trabalhar como repórter. “Uma mudança muito boa”, ele conta. A rotina de trabalho na revista – que é mensal – não é muito definida, o que lhe dá mais tranquilidade para montar suas pautas. Além da produção de matérias, ele também revisa o material de colegas e o conteúdo do fechamento.

A oportunidade de conhecer as pessoas mais distintas e “incríveis” – como João mesmo coloca – , do gringo dono de multinacionais ao trabalhador rural, por exemplo, é o que acha mais interessante. Por ser um setor de extrema importância econômica e social no Brasil e carecer de divulgação, há boa receptividade, e oferece experiências únicas. Não só com pessoas diferentes, mas em lugares diferentes, possibilitando viajar para lugares do país que João nunca imaginou ir antes.

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O gosto por viajar, o interesse pela vertente cultural e social do Jornalismo, mais a paixão pelos aspectos visuais da profissão – como fotografia, diagramação e documentário – resultou num sonho: realizar expedições antropológicas jornalísticas pelo mundo, entrar em contato com as mais diversas culturas e documentar tudo pelo caminho. Está fazendo Pós-graduação em Cinema e Documentário, já que pretende, posteriormente, atuar nessa área. Planeja também um Mestrado mais para frente. Enquanto isso, ele diz que vai continuar trabalhando e estudando, buscando cursos na área para não abandonar o aprendizado. Nada melhor que unir o que o agrada em fazer à uma causa construtiva: levar informação e conhecimento dos mais variados temas, de toda parte do mundo, para todos, através do Jornalismo.

Por Maria Tebet

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