Perfil de trabalho, Séries Especiais

Arquitetando ontem, hoje e amanhã

A gente passa pelo menos quatro anos nas universidades nos preparando para sermos grandes profissionais. Fazemos parte de projetos de extensão, vamos a eventos acadêmicos ou relacionados à nossa formação, fazemos nossas disciplinas e cumprimos com o cronograma proposto pelos seis cursos da FAAC. Nós da ACI nos preocupamos em dar atenção a todos esses processos de uma graduação no site da FAAC e aqui no blog. Agora decidimos mostrar também o que acontece depois que ultrapassamos as paredes da universidade com um diploma na mão. Vamos conversar com um profissional de cada curso da nossa faculdade a fim de mostrar para os futuros formados como o futuro pode ser de acordo com o que fizer no presente. Esse é o “Perfil de Trabalho”, mais um especial em nosso blog. Para começar, que tal alguém que colou grau em abril deste ano e já está empregada em um escritório em São Carlos?

Perfil RayssaRayssa Saidel Cortez tem 24 anos e é de São Carlos. Chegou em Bauru em 2009 para cursar Arquitetura e Urbanismo e suas expectativas eram mais realistas do que sonhadoras: ela entrou na universidade pensando que se formaria para fazer um bom trabalho para a sociedade. Ao longo de sua formação, Rayssa esforçou-se para adquirir todo e qualquer conhecimento prático e teórico a fim de ser capaz de fazer da sua expectativa realidade. Entretanto, nem por isso sua vida acadêmica foi restrita apenas às disciplinas do curso.

Logo que chegou na cidade, Rayssa sabia que não ia querer morar sozinha. Ao longo dos cinco anos, ela dividiu pelos quatro primeiros um apartamento com pessoas de diversos cursos, como Engenharia Elétrica, Psicologia e Arquitetura mesmo. Em seu último ano, a experiência foi um pouco mais diferente: ela foi para uma república com pessoas de quase todos os anos de Psicologia e Arquitetura. Além de morar com pessoas de diferentes cursos, a arquiteta quis experimentar o que Bauru tinha para oferecer no quesito cultural. Por isso, foi a muitos shows, peças de teatro, cinemas, apresentações de balé, parques e conheceu diversos pontos de encontro de jovens, como os diversos barzinhos.

A vida fora da Unesp foi a mais diversa possível e obviamente que dentro dela não seria diferente. Rayssa experimentou todos os pilares de uma universidade pública: além do ensino, ela participou também da parte de pesquisa e extensão. Na área de pesquisa, ela foi para a área de Urbanismo em um grupo, que a possibilitou um estágio no Plano Diretor da cidade de Jaú. Já em extensão, em seu terceiro ano fez parte de um projeto que envolvia a produção amadora de curtas-metragens, em que, além da cenografia e produção de arte – mais voltados a seu curso –, fez também atuação. Na mesma época, ela ingressou na empresa júnior da Faculdade de Engenharia, a Pro Junior. A princípio, foi trainee e, no ano seguinte, tornou-se Diretora da Secretaria de Arquitetura. O último foi o que mais impulsionou o currículo da arquiteta, uma vez que a produção de projetos arquitetônicos, aliada ao planejamento dos mesmos, foi a forma de colocar em prática o que aprendia na sala de aula antes de seu ano de estágio, o último de universidade.

Em seu último ano, Rayssa resolveu que ficaria na cidade de Bauru para fazer seus estágios obrigatórios, principalmente por ter escolhido um dos parques da cidade como seu trabalho final de graduação. Ela estagiou em dois escritórios diferentes e ficou no último por quase um ano, principalmente pela afinidade com o perfil de trabalho da arquiteta dona do escritório. Nessa experiência, Rayssa aprendeu muito sobre o que queria fazer assim que saísse da universidade não só profissionalmente, mas também como pessoa.

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Assim que se formou, Rayssa decidiu que Bauru não era mais para ela e que estava na hora de tentar outros ares. Por sua formação ser muito recente, ela ainda não tem exatamente um norte exato para seguir, mas uma força é a primordial para as escolhas que já fez e tem feito na vida: a vontade de usar a arquitetura e o urbanismo para melhorar a vida das pessoas e das cidades. Para isso, a Unesp foi essencial: o curso tem uma visão bastante realista e humana da profissão. Juntando a visão dada pela universidade e por suas experiências em projetos e estágios, a arquiteta se sente confiante para fazer qualquer projeto que se encaixar com seus ideais, mas ainda quer continuar estudando – quem sabe um mestrado ou especialização – e, mais para frente, quem sabe, cogitar abrir seu próprio escritório. Entretanto, ela sente que, agora, ainda tem muito para viver profissionalmente.

Por Mayara Abreu Mendes

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