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Agências universitárias e empreendedorismo: Da Classe ao Mercado

Desde o segundo semestre de 2014, alunos de diversos cursos da FAAC, entre Radialismo e Artes Visuais, têm se reunido para dar vida às suas ideias em uma experiência de empreendedorismo através de oportunidade inédita, encontrada no projeto “Da Classe ao Mercado”. Realizada neste ano em uma parceria entre a Universidade de Sevilha e a Unesp, a iniciativa vem ao Brasil pela primeira vez com um histórico espanhol de 20 edições e grandes oportunidades para estudantes ligados às áreas de Comunicação, com destaque a Relações Públicas e Publicidade.

Através de um curso cuja duração é de 15 semanas, os estudantes, divididos em pequenas agências, têm a possibilidade de atender a um cliente real, ainda que sem fins lucrativos, numa atitude empreendedora. A experiência proporciona ainda um aprofundamento teórico e prático relativo a suas áreas de estudo. A partir daí, surgem como frutos de trabalho em equipe os projetos que concorrem aos prêmios ao final do cronograma de ação. As categorias são: Estratégia; Criatividade; Direção de Arte/Gráfica; Prêmio Luis Bassat ao melhor Copy; Produção; Melhor Apresentação; Grande Prêmio do Júri.

Nesta primeira edição do projeto realizada no Brasil, nasceram em Bauru quatro agências com identidades totalmente distintas, mas igualmente dispostas a inovar e a participar dos desafios envolvidos no “Da Classe ao Mercado”. São elas Aurus Criação, B Side, Mirtilo e Pastifici.

Os agentes de mudança

Alunos participantes do curso (Foto: Reprodução)
Alunos participantes do curso (Foto: Reprodução)

Descritos na página do Facebook como “um grupo de comunicadores barbudos e uma artista que, num dia particularmente normal, decidiram munir-se de café e otimismo para garimpar ideias”, os integrantes da agência Aurus Criação são estudantes quartanistas do curso de Relações Públicas, com exceção de uma graduanda de Artes Visuais. De acordo com Ranier Rocha, que faz a gestão de área de atendimento, os desafios relacionados ao trabalho envolvem a representatividade: “não é para atender nenhum quesito mais intangível: quando é para te representar é muito mais difícil.”

Criar, aparentemente, é a essência de tudo. Para os membros da B Side, pelo menos, sim, já que se definem da seguinte forma: “B Side é o lado B do disco, as músicas dos fãs, as músicas autênticas, as memoráveis. E é exatamente isso que somos, fãs.”

Quando a questão é concepção, para os integrantes da Mirtilo – que responderam em conjunto à ACI – o processo se deu por meio de gostos em comum. “Tentamos identificar nossos pontos fortes como grupo para criar algo que nos representasse e agradasse a todos os membros da equipe”, disseram. Com um grupo de formação multidisciplinar, afirmam: “a troca de experiências com os outros cursos nos permite conhecer outras faces da comunicação social, nos mostrando que existe muito mais do que aquilo que estudamos em classe.”

Já para a agência Pastifici, Paula Nishi, estudante de Jornalismo e responsável pelo atendimento, conta que a criação se deu de outra forma. “A construção do branding, na verdade, não foi por insight, mas a gente trabalhou com técnicas bem conhecidas. A gente fez brainstorm, a gente fez canvas”, explica. Criadores de um projeto que envolve, entre outros aspectos, uma identidade descontraída baseada num gênero de macarrão e de virais no Facebook, Paula afirma que a iniciativa de participar do projeto também envolveu afinidades pessoais. “Desde o começo a gente queria uma agência que se identificasse muito com a nossa personalidade, porque a gente é muito amigo fora e dentro da agência”, completa.

Multidisciplinaridade, contato profissional externo e empreendedorismo, enfim, são apenas alguns dos elementos que envolvem o plano de atividades viabilizado pelo “Da Classe ao Mercado”. Para os alunos participantes, ainda que com opiniões e ideias distintas, é unânime que prevalece o conhecimento como um dos maiores ganhos. Como completa Bruno Crivellaro, da B Side: “a experiência que estamos ganhando nesse projeto é algo fantástico, mesmo antes de entrar no mercado, as atividades de organização, estratégia, criação e a vivência estão levando um aprendizado prático que acredito que influenciará muito nossa carreira profissional”, diz.

Por Ana Beatriz Ferreira

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