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Bienal do Livro de São Paulo e feiras literárias pelo caminho

O mês de agosto se encerrou em São Paulo num festivo clima literário com o último final de semana da 23ª edição da Bienal do Livro, que ocorreu entre os dias 22 e 31 e registrou um total de 720 mil visitantes, de acordo com dados divulgados pelos organizadores do evento.

Voltada especialmente ao público juvenil, a Bienal de SP acontece no Pavilhão Anhembi e costuma se caracterizar pelo lançamento de livros, sessões de autógrafos, encontros culturais e debates acerca de temas como literatura, cultura, educação, cinema, música e até gastronomia. Além disso, claro, há no centro a venda de exemplares de leitura para todos os gostos e idades: desde gibis a extensos volumes de livros acadêmicos, por exemplo.

(Foto: Ana Beatriz Ferreira)
Nesta edição, os produtos estavam divididos em 480 expositores, uma mostra da diversidade do mercado editorial contemporâneo no país, que aguarda ansiosamente pelo evento para melhorar sua projeção. (Foto: Ana Beatriz Ferreira)

Do outro lado da cena, para a alegria dos fãs, a feira do livro é também um ponto de encontro e uma oportunidade de trocar algumas palavras com aqueles cujas palavras, paralelamente, são capazes de inspirar e de fazer sonhar. Desta vez, quem esteve lá pôde disputar um lugar em filas quase quilométricas para tirar uma foto com escritores famosos da cultura “pop” como Cassandra Clare, autora da série juvenil “Instrumentos Mortais”, Kiera Cass, de “A Seleção” ou a brasileira Bruna Vieira, que ficou conhecida através de seu trabalho no blog “Depois dos Quinze”.

Como rege a tradição, entretanto, autores que representam os mais distintos segmentos e correntes literárias apareceram por lá para trocar uma ideia, brasileiros natos ou gente que veio de cantos longínquos do mundo para compartilhar sua arte. Nas quase duas semanas de duração do evento, deu para tietar Ziraldo, Pedro Bandeira, Antônio Prata, Thalita Rebouças, Laurentino Gomes, Miriam Leitão, Carina Rissi, Gregório Duvivier e mais uma série de pessoas cujos nomes e ideias estão impressos em livros e em autógrafos que transmitem sorrisos aos tantos semblantes dos apaixonados por histórias.

Bienal desde quando?

Figurinha carimbada na programação do circuito de feiras culturais brasileiras, a Bienal foi inserida no cotidiano do paulistano há um bom tempo, em 1951. Iniciada como Feira Popular do Livro, inspirada pela tradição literárias de países como a França e a Alemanha (que sedia a prestigiada Feira do Livro de Frankfurt), a primeira edição foi promovida através de uma iniciativa da Câmara Brasileira do Livro, na praça da República. A partir de 1961, virou, com o apoio do Museu de Arte de São Paulo, Bienal Internacional do Livro e das Artes Gráficas. Foi apenas em 1970, exclusivamente, que nasceu a genuína Bienal Internacional do Livro, mais semelhante à que se realiza atualmente a cada dois anos na cidade de São Paulo.

Na tendência de crescimento de seu público e expositores, a Bienal já teve sede no Expo Center Norte, no Centro de Exposições Imigrantes e a partir de 2006, enfim, passou a tomar seu lugar no Pavilhão de Exposições do Anhembi.

Curiosidades

– Em 2012, a Bienal disponibilizou pela primeira vez um aplicativo gratuito para smartphones daqueles que desejassem se orientar com maior facilidade no evento. Neste ano, a ferramenta melhorou e foi oferecida para Android e iPhone, com patrocínio da Samsung;

– Embora a feira de São Paulo possua uma maior quantidade de visitantes (720 mil) em relação à última edição da Bienal do Livro do Rio de Janeiro (660 mil), em 2013, lá o espaço para exposição é maior: ocupa três pavilhões do Riocentro;

– Além de São Paulo e Rio de Janeiro, há bienais do livro em Minas Gerais (Belo Horizonte), Amazonas (Manaus), Bahia (Salvador), Ceará (Fortaleza), Alagoas, Pernambuco, São José dos Campos, entre outras cidades e estados.

– Mundialmente falando, a maior feira do setor editorial é a Feira do Livro de Frankfurt, que acontece anualmente e reúne cerca de 7500 expositores, vindos de 110 países.

Estande "Menores livros do mundo" (Foto: Ana Beatriz Ferreira)
Estande “Menores livros do mundo”, em 2012. (Foto: Ana Beatriz Ferreira)

por Ana Beatriz Ferreira

 

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