Cursos, Jornalismo

Contando histórias…

Protagonistas, antagonistas, conflito, quebra de rotina, clímax, o começo, meio e fim. Todos essas características estão presentes na linguagem do Storytelling, uma narrativa que usa de palavras ou recursos audiovisuais para transmitir uma história.

Contar uma “story” é contar uma história que, na maioria das vezes, está ligada à ficção. É um método recorrente no comportamento humano desde os primórdios, quando a linguagem escrita ainda não existia. A transmissão de conhecimento, elementos culturais – normas e valores éticos -, e a capacidade de estabelecer ligações interpessoais e emocionais são aspectos que fazem do Storytelling uma poderosa ferramenta na divulgação de mensagens.

Se a linguagem já faz parte de diversas áreas de expressão como televisão, cinema, teatro e literatura, hoje ela também ganha novas roupagens: pode ser usada como ferramenta em áreas como o Marketing, Publicidade, Jornalismo, e na Fotografia – ligada ao Jornalismo ou não.Dois exemplos, na Fotografia.

O primeiro, “Humans of New York”, projeto criado em 2010 pelo fotógrafo Brandon Stanton que começou no papel, da catalogação de material coletado à criação de um blog, perfis nas mídias sociais – como Facebook e Instagram – e, posteriormente, do livro de mesmo nome, bestseller pelo New York Times. Brandon construiu uma coleção de imagens que capturam as personalidades de New York e suas histórias:

(Foto: Brandon Staton)

“I want to study engineering at MIT. I’ve still got two years until I graduate high school, so I’m trying to learn everything I can. I’m a certified cable installer, and I’m also certified in fiber optic cable, but I still need my copper based systems certification. I practice making cables all the time. I can write the perfect essay telling you how to make cables, but I still need to work on keeping my hand steady. You need a very steady hand when you’re working with fiber optic cables. So for twenty minutes everyday, I work on balancing my tools on my hand, just like this.”

 

 

(Foto: Brandon Staton)

“I have this saying: ‘Things have an awfully funny way of working out.’ Actually I changed it recently. Now I say: ‘Things have an awfully funny way of working out. If you make them work out.'” “What caused you to change your saying?” “Things weren’t working out.”

 

 

 

 

(Foto: Brandon Staton)

“I’m a neuroscience researcher.” “If you could give one piece of advice to a large group of people, what would it be?” “Listen to your inner voice.” “You’re a scientist. Isn’t ‘inner voice’ a spiritual term?” “Bullshit! You’ll hear scientists talking about following their inner voice as much as you’d hear a musician or a priest.” “So how do you know which of your thoughts are your true inner voice?” “All of them are! The question is– how much weight do you give them? How much authority do you give your own thoughts? Are you taking them seriously? Or are you sitting in front of the damn tube letting other people tell you what to think?”

 

 

(Foto: Brandon Staton)

“Even if we work hard to be a teacher, or a lawyer, or a doctor, we are seen first as outsiders.”

 

 

 

 

 

(Foto: Brandon Staton)
(Foto: Brandon Staton)

“One time my mother saw my brother-in-law hit my sister. She was seventy years old at the time, but she got up out of her chair, walked across the room, and started beating him with her cane. ‘I was a dark skinned black woman in the 1940’s,’ she said. ‘We didn’t have any of this ‘legal stuff’ to protect us.'”

 

 

 

 

O segundo, o projeto experimental vinculado no Instagram “We Never Met”, dos publicitários Alex Mendes e Hugo Catraio. Eles reúnem fotos de pessoas aleatórias sem revelar os rostos, o que lhes permitem atribuir a elas novas identidades e inventar pequenas histórias e depoimentos fictícios sobre suas vidas e personalidades.

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Em “Humans of New York”, o fotógrafo acaba criando uma espécie de censo dos moradores da cidade. Unindo o retrato  fotográfico com as citações e histórias reais dos nova iorquinos pode-se – mesmo que minimamente – relacionar com o Jornalismo na medida em que Brandon exalta em seu trabalho valores sociais e culturais, reportando-os de uma forma artística. Já “We Never Met” vê-se uma outra proposta, dando mais ênfase ao estilo “Street Photography” e ao poder da linguagem do Storytelling – aqui de forma fictícia – aliado à imagem e ao seu contexto: “uma única curta história pode mudar completamente o modo como se vê uma pessoa e se cria um personagem baseado nela” (traduzido), é o que dizem Alex e Hugo.

Embalada por esses dois projetos, resgatei algumas fotos que poderiam fazer parte da coleção do “We Never Met”. Quer nos ajudar a completar esse post e participar da nossa galeria de fotos? Tem alguma sugestão de histórias ou citações para caracterizar esses personagens? Ou alguma foto que poderia se encaixar nos trabalhos exemplificados aqui? Mande para nós no Facebook (facebook.com/ACI.FAAC), Twitter (@acifaac) ou marque a gente no seu post!

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por Maria Tebet

 

 

 

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