Tecnologia

Corporativismo e mídias sociais

Muitos estudantes de Comunicação – e de quase todas as outras áreas do conhecimento – dedicam uma boa parte de seu cotidiano ao mundo das mídias sociais. Estão frequentemente online no Facebook, Twitter, YouTube, Instagram, Pinterest, Tumblr, mas se sentem deveras confusos quando surge um anúncio que procura um estagiário analista de mídias sociais.

Como jornalistas, relações públicas, radialistas e publicitários, ou simplesmente enquanto comunicadores de forma geral, perguntamo-nos sobre quais podem ser as tarefas atribuídas a nós neste tipo de emprego. Para esclarecê-las de forma definitiva, entretanto, é importante levantar alguns conceitos.

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(Foto: Divulgação)

Primeiramente, o grande diferencial das mídias sociais está na forma revolucionária de se comunicar. Deixam de ser – ao contrário da maior parte dos veículos midiáticos tradicionais – comunicadoras de massa, gênero marcado pela presença de apenas um produtor de conteúdo que fala a um grupo homogêneo. No contexto de Social Media, a informação é mais difundida e passível de adaptação, e consiste num meio de interação em que as pessoas compartilham, replicam, trocam e criam conteúdo sem uma hierarquia tão definida e a unilateralidade de sempre.

Nesta categoria, surgem, em pequenos intervalos de tempo, plataformas que se mostram úteis aos nossos mais diferentes interesses. São as redes sociais, espaços para compartilhamento de músicas, publicações editoriais independentes, sites para armazenamento de fotos e vídeos intrinsecamente ligados ao cotidiano do comunicador moderno.

Desse modo, analisar, monitorar e gerenciar as mídias sociais, num país em que o acesso às plataformas como o Facebook e o Twitter é cada vez maior (em 2013, o IBOPE divulgou que 105 milhões de brasileiros já tinham algum acesso à internet), tem sido uma estratégia comum entre empresas para proporcionar aproximação com o cliente e controlar aquilo que está sendo divulgado a respeito da marca. É neste momento que começam a surgir com mais frequência os cargos de analistas de redes sociais, analistas de métrica, gerenciadores de marketing digital, etc.

Mas afinal, o que faço em um emprego como esse?

É importante, a princípio, levar em conta que não apenas profissionais de comunicação, como também de Design, Marketing e Tecnologias da Informação, por exemplo, estão aptos a concorrer a vagas do gênero. Isto porque, em decorrência de ser um mercado novo, a parte de análise de mídias sociais de uma marca ou de uma empresa ainda é bastante caracterizada pelos próprios interesses temáticos das mesmas. Em outras palavras, é comum – e até mesmo esperado – que uma empresa de Publicidade leve a seu público postagens desta mesma natureza.

 Assim, basicamente, um analista de mídias sociais acompanha diariamente os perfis da empresa em seus canais de comunicação para interpretar como têm se dado as relações entre esta e seus clientes, bem como identificar as oportunidades nas ações que veicula. Pode, por exemplo, responder a reclamações por meio do chat do Facebook, programar postagens em um blog, tirar fotografias para prover o Instagram, replicar tweets relacionados à área da empresa, etc. Outro cargo próximo é o do analista de métricas, que produz relatórios através da gestão dos números de audiência e popularidade através das mídias do local em que trabalha. Este monitora campanhas e auxilia especialmente no planejamento de novas ações com o analista de mídias sociais.

Além disso, outras vagas, como as da área de marketing digital e da produção de conteúdo para mídias auxiliam no contato cada vez mais próximo e efetivo entre as organizações empresariais e seu público-alvo, possibilitando a manutenção de um diálogo instantâneo e eficiente.

Segundo levantamento feito pela Abradi, Associação Brasileira das Agências Digitais, entre 2011 e 2012, um analista de mídias sociais pleno no Sudeste ganhava em torno de R$1600 a R$2000. Já um estagiário, em média R$779. Um analista de infraestrutura e suporte técnico ficava com algo próximo de R$1600 em sua função júnior, podendo chegar até o dobro no cargo pleno. Os números, considerando os avanços tecnológicos, têm potencial para crescer.

O que ninguém questiona a essa altura é que vale mesmo a pena ficar de olho na linha do tempo. Mais que isto, vale ficar atento a uma oportunidade de trabalhar efetivamente com uma área que vivenciamos diariamente, a cada like, tweet e compartilhamento.

Fontes de pesquisa: http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/noticias/2012/03/19/Media-salarial-digital-cresce-35-3.html

por Ana Beatriz Ferreira

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