Cursos, Relações Públicas

O corpo fala

Muitas vezes nós esquecemos o quanto a linguagem corporal é importante. O que expressamos com o nosso corpo corresponde a mais de 70% do que queremos passar e comunicar ao mundo. A linguagem corporal engloba a combinação de todos os nossos movimentos que não expressamos por palavras: os gestos, expressões faciais, postura, a relação de distância entre indivíduos e também a organização dos objetos no espaço, desde o que é feitos de propósito até aquilo que é inconsciente.

CORPO FALA
(Foto: Divulgação)

A linguagem corporal está mais presente no nosso cotidiano do que imaginamos. As mais diversas obras de arte, como a pintura e a escultura, por exemplo, são também consideradas expressões não verbais.

Os estudiosos desse tipo de linguagem separaram em “categorias” os diferentes tipos de atitudes que podem ser significantes: os que envolvem a modalidade da voz, o uso do espaço pelo homem, a linguagem do toque, a forma e aparência do corpo, a disposição dos objetos no espaço e a linguagem do corpo. Podemos reconhecer que esses são fatores existentes a todo momento e, sem pensarmos nisso, acabamos utilizando deles, passando um pouco sobre nós mesmos para o mundo.

Uma pergunta que sempre me passa pela cabeça é: será que existem gestos que todo ser humano faça? Algo que de um modo ou outro tenha o mesmo sentido em diferentes locais. Será que um sorriso, por exemplo, vai sempre passar a mensagem de simpatia e felicidade? Ou uma franzida de testa vai transmitir braveza?

Enquanto o comportamento corporal é baseado na estrutura fisiológica, os aspectos da comunicação deste comportamento são padronizados pela experiência social e cultural. Mas o significado disso não é tão simples a ponto de ser colocado em um glossário de gestos.

Podemos então dizer que os movimentos do corpo não traduzem o significado da mensagem por si só; é preciso inseri-lo em um contexto, pois um mesmo gesto pode ter diferentes significados em populações distintas.

Paul Ekmann, estudioso da linguagem corporal, defende a existência de gestos que podem ser considerados universais. Seu principal argumento é um trabalho que desenvolveu com crianças cegas de nascença que adotavam as mesmas expressões típicas de raiva, medo, tristeza, alegria, expressões que as pessoas à sua volta sem poder imitá-las. Esse mesmo autor, no entanto, sugere que cada grupo cultural tem, além de regras, estilos faciais próprios.

Nos diferentes grupos socioculturais, os gestos são compreendidos de diferentes modos, sendo o sorriso o único gesto invariante. A comunicação extra verbal traz à tona não só a questão da herança, mas também o processo de aprendizado. É difícil determinar com precisão que parcela de qualquer sistema de comunicação é herdada e que parcela é aprendida.

Charles Darwin, baseando-se na Teoria da Evolução, acreditava que as expressões faciais de emoção são idênticas nos seres humanos, independentemente da cultura.

Há uma frase do psiquiatra José Ângelo Gaiarsa que simplifica e traduz bem tudo o que foi dito acima sobre a linguagem não verbal: “Observador atento consegue ver no outro quase tudo aquilo que o outro está escondendo, conscientemente ou não. Assim tudo aquilo que não é dito pela palavra pode ser encontrado no tom da voz, na expressão do rosto, na forma do gesto ou na atitude do indivíduo”.

por Joana Kajiya

Anúncios

Deixe seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s