Alunos em intercâmbio, Séries Especiais

Segunda chance

Mariana Buglia é aluna do 3º ano de Rádio e TV e está com as malas prontas rumo a seu segundo intercâmbio na faculdade. Apesar de ter se frustrado na primeira oportunidade, ela vê sua ida à Espanha nesse primeiro semestre de 2014 como uma segunda chance de ter “o momento de sua vida”. Confira a entrevista que segue com nossa série de intercambistas da FAAC:

Mariana Buglia em seu primeiro intercâmbio, na Argentina (foto: acervo pessoal)
Mariana Buglia em seu primeiro intercâmbio, na Argentina (foto: acervo pessoal)

Bom, primeiramente, que documentos foram necessários?

O processo de inscrição foi muito fácil, na verdade. Eu corri atrás dos documentos que o edital pedia, que são bem simples, e depois na hora da inscrição online tem mais umas coisas que pedem que são: carta de motivação em português e na língua do país de destino, seu currículo, e coisas que você faz na faculdade, como iniciação cientifica, projeto de extensão e etc. Tudo bem sossegado. As pessoas sempre se preocupam com a carta de motivação, mas olha, nada demais viu, eu fui extremante sincera, e deu tudo certo, duas vezes ou melhor três vezes ainda

Você já fez algum intercâmbio antes? Se sim, como foi?

Sim, eu já passei quatro meses na Argentina, estudando na Universidade de Buenos Aires e fui pelo edital da AUGM. Para mim, foi bem difícil por motivos pessoais: tive que enfrentar doença familiar, além de muitas outras dores. Mas, sinceramente, foi sensacional também. Conheci pessoas que eu vou levar para o resto da vida, pessoas pelas quais eu desenvolvi um amor e carinho imenso, que foram, aliás, as que fizeram meu intercâmbio mais fácil e divertido. Uma sábia senhora, nesses caminhos, me disse: não importa o lugar que você vai passar, e sim as pessoas que você vai conhecer e que vão fazer desse lugar algo muito especial. Conheci lugares lindos e encantadores, tive a oportunidade de ir para o Uruguay, conhecer Punta Del Este, simplesmente me apaixonei. E eu, que adoro uma festa, fui em muitas e amei todas. Tem muita coisa que fico na saudade, coisas típicas da culinária, o jeito de ser das pessoas e etc. Além de tudo, nada paga o aprendizado que é um intercâmbio, você descobre uma independência que nem sabia que tinha; descobre que a vida não é assim preta e branca como a gente vê, que ela é toda colorida e que existem muitos jeitos de pensar e viver. Enfim, pode ser que você enfrente dificuldades, mas vai valer muito a pena.

Você já tem onde morar durante o intercâmbio?

Antes de ir para a Argentina, as meninas que foram comigo e eu reservamos um hostel por um mês para ter tempo de buscar um lugar melhor e que compensasse mais para o resto dos meses. Eu farei o mesmo na Espanha: vou reservar o hostel antes de ir para lá e, chegando lá, procuro um lugar melhor.

Qual a diferença da primeira vez que você fez para agora?

A diferença de antes e de agora é imensa. No meu primeiro intercâmbio, eu nem o queria, e nem dava muito valor. Eu me inscrevi mais pela ideia de “é o que tem pra hoje”, mas a principal diferença é que tinha muita coisa que me segurava no Brasil. Para ir viver um intercâmbio, que eu já nem tinha muita vontade, tive de abandonar iniciação científica, projeto de extensão. Eu tinha finalmente me encontrado na faculdade, encontrado amigos que amava (e que ainda amo) e não queria ficar longe deles, mesmo sabendo que iria voltar e eles estariam me esperando. Não queria perder esses semestre com eles. E ainda tinha uma situação amorosa que eu sabia que perderia se fosse. Dessa vez, não tem nada disso. Aliás, eu tive muita sorte, o que eu não aproveitei em um intercâmbio vou poder aproveitar em outro. Não vai mais ser tão difícil e dolorido. É uma segunda chance de descobrir aquilo que as pessoas dizem sobre intercâmbio ser a melhor coisa da vida.

Como vai ser ficar longe dos amigos e da família por mais esse tempo?

Vai ser muito dolorido mesmo. Tenho um imenso amor pelos meus amigos e dói muito pensar que vou perder mais um semestre com eles, principalmente porque muitos deles já estão no último ano. Em relação à minha família, vai ser ainda mais. Em casa, estamos passando por uma situação de enfermidade muito difícil, mas mesmo de longe eu vou estar apoiando todos e sei que vai ficar tudo bem. E eu não vou deixar de atormentar meus amigos também.

Conte porque escolheu essa universidade específica para seus estudos.

Não teve um motivo especial para eu escolher nenhuma das duas universidades. A de Buenos Aires eu escolhi porque era a melhor do edital da AUGM, e a de Sevilla porque era a melhor oferecida. Infelizmente, nós da comunicação não temos muito o poder de escolha, é bem como disse, “o que tem para hoje”.

Você conhece algo sobre o seu destino? Sabe dos pontos turísticos, locais para sair, etc.?

Não tenho muito conhecimento não, mas já conversei bastante com quem já visitou o paí. Me deram boas dicas sobre a cidade, sem contar que também estou pesquisando bastante na internet e isso ajuda muito.

Por último, quais  são suas expectativas para os próximos meses?

Sinceramente? Minhas expectativas são de que esse intercâmbio seja o momento da minha vida. Sabe aquela história que intercambista sempre conta de que foi a melhor experiência da vida e tal? Então, é isso. Como o da Argentina não foi, pelos problemas pessoais, espero que esse seja um momento de recuperar muitos sentimentos e vontades que perdi no meu primeiro.

por Gabriel de Castro

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