Alunos em intercâmbio, Séries Especiais

Arquitetura na terra da Rainha

A série de entrevistas com intercambistas continua e dessa vez vamos falar sobre o Velho Continente. A estudante de Arquitetura Ana Luiza Diniz, que está no quarto ano de curso, vai passar pelas quatro estações inglesas em um ano e um mês de intercâmbio na University of Lincoln, no Reino Unido, também pelo Ciências Sem Fronteiras.

Como foi o processo de inscrição? Quais documentos precisou levar?

O processo é bem simples, mas requer paciência porque leva tempo para o CNPq (no meu caso, porque a Capes também cuida do processo de alguns países) analisar e divulgar o resultado. Mas o processo tem 3 fases: na primeira você se inscreve e cadastra seu currículo Lattes, além de anexar nota de proficiência na língua do país que escolheu, comprovante de premiação (opcional), comprovante de bolsista (opcional) em pesquisa e histórico escolar. Na fase 2, que ocorre simultaneamente à 1, você se inscreve na sua própria universidade, e pra isso não é necessário anexar nenhum documento (no caso da UNESP). Na fase 3, após ter passado pela seleção do CNPq, você escolhe as universidades para as quais você deseja ir e anexa histórico escolar traduzido e escreve uma redação dizendo o porquê de você merecer estar na universidade que escolheu.

ana luiza diniz
Ana Luiza Diniz (Foto: acervo pessoal)

O que me fez escolher o Reino Unido foi a diversidade arquitetônica que podemos encontrar lá. Como essa é justamente a minha área, achei que seria bem enriquecedor conhecer um país diverso. Outro motivo foi a localização, já que dali é possível conhecer a Europa toda, porque tudo fica perto. A universidade que escolhi veio de uma indicação do blog de outra estudante de arquitetura, mas também considerei muito o ranking das melhores universidades do país. Também procurei uma cidade mais pacata, onde eu pudesse me focar nos estudos e no aprendizado do inglês, mas que ficasse próxima a cidades movimentadas. A University of Lincoln está entre as 25 melhores faculdades de arquitetura da Inglaterra, e isso me deixa bem segura quanto ao meu futuro ensino.

Você já sabe onde vai morar? O que você está procurando, e mais considera (ou) pra escolher?

Quem escolhe a moradia é o CNPq, e sempre é perto da universidade, quando não é dentro da mesma. Mesmo assim é possível, às vezes, escolher o tipo de quarto que se deseja.

E sobre o idioma, você precisou fazer algum curso antes ou vai fazer durante a viagem?

Não fiz nenhum curso para me preparar para a prova de proficiência, mas recomendo pra quem pretende tentar que não deixe de se preparar para o teste, seja tendo aulas particulares ou em escola, porque a prova tem um formato diferente e às vezes conhecer alguns truques pode ajudar bastante no desempenho. Como não atingi a nota exigida pela faculdade, o CNPq oferecerá um curso de prática de inglês, que será feito no Reino unido mesmo, antes das minhas aulas começarem.

Como você acha que vai ser a experiência de ficar longe da família e amigos? Já tinha passado por isso antes?

Já passo por isso porque moro longe dos meus pais, mas nunca fiquei muito tempo sem vê-los. Acho que no começo será um pouco complicado ficar sem nenhum conhecido por perto e a saudade da família vai apertar, mas se não fosse por essa oportunidade, eu nunca teria conseguido fazer um intercâmbio. Pretendo valorizar o meu esforço e aguentar a saudade o quanto for preciso, e também porque graças à tecnologia não ficaremos sem nos falar. E sim, penso nisso o tempo todo, sobre ficar com saudades. Mas acho que me acostumarei!

Campus da University of Lincoln (Foto: divulgação)
Campus da University of Lincoln (Foto: divulgação)

O que você espera dos estudos e dos costumes em outro país? Acha que vai ser muito diferente daqui?

Do que ouvi falar de um amigo que está no Reino Unido, alguns costumes são bem diferentes, principalmente a comida! Estou animada para conhecer uma cultura diferente da minha, é sempre bom acrescentar conhecimento à sua bagagem. Quanto aos estudos, tenho certeza que será difícil me acostumar, mas no fim vai valer a pena. Sem falar que os professores de lá são preparados para receber alunos de outros países, então espero receber bastante auxílio enquanto vou me adaptando à rotina.

Por Alexandre Wolf

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