Alunos em intercâmbio, Séries Especiais

300 dias de verão

Depois de conhecer um pouco sobre o que o Jonathan Bosso pretende fazer em Santiago e como será seu semestre em terras chilenas, mudaremos o continente, o tipo de intercâmbio, o curso e muito mais com a Maísa Fernandes. Ela é estudante de Design e iria para o seu quarto ano de curso se não fosse para o Ciências Sem Fronteiras.

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Maísa Fernandes (foto: acervo pessoal)

O restante do ano de Maísa será passado com muito calor, cangurus, coalas e motoristas do lado direito do carro. Ela morará na cidade de Sydney, na Austrália e estudará na University of New South Wales (UNSW). Antes de embarcar, Maísa aceitou o desafio de ser acompanhada por nós da ACI durante esse seu ano de experiências novas. Iremos falar com ela no meio e ao fim do intercâmbio, mas antes, que venham as expectativas, as burocracias e os momentos de ansiedade na entrevista a seguir:

Como foi o processo de inscrição?

Primeiramente você se inscreve no site do programa (http://www.cienciasemfronteiras.gov.br/) assim que abre o edital e escolhe seu país de destino. Você tem uma data limite pra se inscrever e outra pra enviar o comprovante de teste de proficiência na língua do país. Nessa parte do processo você também se inscreve no sistema da Unesp e espera a homologação da mesma. Depois de ser homologado pela universidade e pelo Cnpq ou pela Capes (depende do edital que você se inscreve) você escolhe a universidade de destino. É importante lembrar que você precisa ter no mínimo 20% e no máximo 90% do curso concluído aqui no Brasil.

Que documentos foram necessários?

Passaporte, Comprovante do teste de proficiência, Histórico Escolar traduzido e juramentado (a tradução varia entre 100 e 200 reais). Para o visto foi necessário exame médico, teste de urina e raio-x do tórax. Na Austrália eles também pedem vacina contra febre amarela.

Como foi a escolha da universidade?

Geralmente você escolhe duas opções de faculdade logo depois da homologação. Dependendo do seu rendimento escolar e nota no teste de proficiência, você pode ou não ser alocado na sua primeira opção. Em alguns casos, dependendo do curso, também é necessário enviar portfólio. Minha primeira opção era a UNSW e a segunda era a Monash, em Melbourne. Meu critério de escolha foi baseado nas disciplinas oferecidas e foco na área em que eu queria atuar. Escolhi a UNSW por abranger várias vertentes do design com as quais não tenho muito contato na Unesp, além de ter muitos outros cursos, permitindo contato com várias pessoas diferentes.

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UNSW (foto: divulgação)

Você já tem onde morar? Conte-me sobre como será ou o que está procurando.

Durante as primeiras semanas pretendo ficar num hostel e procurar uma casa pra alugar com alguns colegas. Essa é a opção mais viável em Sydney, pois o custo de vida é muito alto e o alojamento na faculdade acaba sendo mais caro que um apartamento ou casa na cidade. Algumas pessoas ficam em homestay ou pensionatos, mas acho que você perde um pouco da liberdade com tantas regras de convivência. Queria ter a experiência de morar numa república como aqui em Bauru, pois acho que é o mais condizente com o estilo de vida que levo/quero levar.

Você teve que fazer algum curso do idioma do país para onde vai ou fará durante o intercâmbio?

Para o teste de proficiência estudei por conta, sem curso de inglês e minha nota no TOEFL foi o suficiente pra eu não precisar fazer curso de inglês lá. Mas o CsF dá essa opção em alguns editais para os alunos que não atingem a nota mínima.

Você está preparada para ficar longe dos amigos e família? Como você acha que será essa experiência de saudade?

Eu já fiquei bastante tempo longe de casa, mas nunca um ano inteiro. Com certeza rola uma certa insegurança e a saudade é inevitável, mas hoje em dia com tanta tecnologia é bem fácil manter contato e tornar a distância um pouco menor!

Quais são suas expectativas para os estudos acadêmicos e para a vida em outro país?

Minha maior expectativa em relação aos estudos com certeza é a de ter contato com outras áreas do design que não tenho aqui no Brasil e desenvolver algum projeto que resulte no meu TCC aqui na Unesp quando eu voltar. Em relação à vida no exterior o contato com novas pessoas e a rotina diferente da que eu levo aqui são as coisas que mais me animam! Também pretendo viajar pra alguns lugares próximos à Austrália, além de estar super empolgada com novas possibilidades culinárias, pois a gastronomia sempre muda de país pra país e adoro experimentar comidas diferentes!

Já pesquisou algo sobre seu destino? O que achou de mais diferente? E o que te atraiu a escolhê-lo antes?

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Visto australiano (foto: divulgação)

O que mais me atrai na Austrália é o estilo de vida. Adoro a loucura das metrópoles mas também gosto muito de praia e natureza… O diferencial que encontrei em Sydney é exatamente o balanço entre essas duas coisas. Além disso nunca gostei muito de frio, neve e chuva e o clima australiano é exatamente o que eu buscava durante esse um ano de intercâmbio. Além disso, a possibilidade de viagens pra lugares super diferentes como Tailândia ou Nova Zelândia: Destinos que sempre quis conhecer mas sempre faltou oportunidade, por conta da distância.

Por Mayara Abreu Mendes

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