Alunos em intercâmbio, Séries Especiais

Desenhando na Big Apple

Há três meses, Mariana Iamaguti se despedia de seus familiares e amigos brasileiros e partia para uma jornada de um ano nos Estados Unidos. O destino escolhido foi Nova York, cidade que já foi tema de centenas de filmes, seriados, livros e hoje é o lar dela.

A estudante de Design da FAAC é natural de Campos do Jordão, tem 21 anos de idade e escolheu Nova York por já conhecer a faculdade e por considerar Manhattan como um dos melhores lugares para ela e para a sua profissão.

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(Foto: arquivo pessoal da Mariana)

Mariana conta mais detalhes sobre sua rotina, adaptação e experiências na entrevista que você confere a seguir:

Qual o tipo de intercâmbio que você está fazendo e como o conseguiu?

Estou fazendo parte do programa do Governo Ciência sem Fronteiras e consegui pelo processo seletivo.

Como foi o processo de preparo para a viagem até chegar o dia de embarque?

A parte mais complicada foi a burocrática: arrumar todos os documentos, lidar com os prazos e arrumar as assinaturas e, claro, a espera cruel até ter uma resposta de alguma faculdade. Depois, a parte de arrumar a viagem propriamente dita foi uma maravilha!

Há quanto tempo você está fora e quanto tempo ficará no total?

Ficarei fora do Brasil por um ano e já estou aqui em Nova York há 3 meses.

Como você foi parar em Nova York?

No processo do Ciência sem Fronteiras podemos escolher 3 faculdades nos EUA inteiro. Eu realmente queria Nova York porque já conhecia a faculdade e queria muito estudar nela. Além disso, para o meio do Design Gráfico, Manhattan é um dos melhores lugares para se estar, então ela foi a minha primeira opção.

Qual curso está fazendo?

Estudo Design Gráfico e Design de Comunicação.

Como está sendo essa experiência de vida acadêmica no exterior?

Foi um choque bem grande, não só cultural, mas também em questões de me adaptar a um sistema acadêmico completamente diferente da Unesp. Mas essa experiência está sendo ótima tanto para minha vida acadêmica como para minha vida pessoal. Tenho a chance de estudar coisas bem diferentes da faculdade no Brasil.

Como é sua rotina diária?

A faculdade aqui está sendo bem puxada, então eu levo três vezes mais tempo para fazer um trabalho do que meus colegas. Basicamente, durante a semana eu vou para a faculdade e faço trabalhos e durante o fim de semana eu saio para aproveitar a cidade.

Tem muitos brasileiros por perto? Com quais outras nacionalidades você tem entrado em contato?

A minha escola aqui é uma das que mais tem estudantes internacionais dos EUA, sempre tem pelo menos três alunos estrangeiros em cada aula. Além dos brasileiros que também são do Ciência sem Fronteiras, eu tenho colegas coreanos, chineses, europeus e latino americanos.

O que você costuma fazer nos finais de semana?

Sempre há algum evento em Nova York, então eu sempre tenho algo para fazer, se não, eu aproveito para conhecer os vários museus da cidade, peças de teatro e musicais ou saio para andar por aí e conhecer os bairros da cidade.

Além de Nova York, conheceu outros lugares dos EUA durante sua estadia até agora? Pretende conhecer quais lugares?

Até agora eu ainda não tive tempo para sair da cidade, porque tem muita coisa para se fazer em Nova York. Manhattan já me deixa bem ocupada, mas pretendo conhecer pelo menos algumas cidades mais próximas, como a Filadelfia, Princeton e Boston. E se der eu também quero ir para Califórnia e Chicago, pois tenho outros amigos brasileiros que estão lá pelo CsF.

Como está exercendo o design em terras estadunidenses?

Aqui eu tive a chance de ter aulas não só de Design, mas de outras áreas que irão me auxiliar na prática dele. Tenho aulas de Publicidade, que são um desafio imenso, mas me ajudaram bastante, e tenho uma aula em que eu visito galerias de arte e tenho que escrever resenhas sobre o que vi, que me deram bastante repertório e inspiração para futuros projetos.

Quais são as maiores dificuldades de fazer parte da graduação fora do país?

A adaptação não somente ao país, mas também a um sistema de ensino com uma filosofia completamente diferente. Além disso, comparando Bauru com Nova York, aqui eu não sinto a união e o companheirismo que temos aí. Na faculdade mesmo, como nós que montamos a nossa grade, podemos ter somente uma aula com uma pessoa que depois nunca mais teremos como colega de sala de novo.

Como essa experiência tem mudado você?

Acho meio cedo para falar, eu acabei de me adaptar à vida aqui, mas por enquanto eu posso dizer que essa experiência abriu minha mente para novas possibilidades dentro da minha profissão.

Qual o melhor conselho que você pode dar para alguém que queira tentar algo parecido?

Se inscrever no Ciência sem Fronteiras, aguentar toda a burocracia e aproveitar essa chance que nós temos de viajar pela faculdade.

Por Marina Moia

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