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Uma formiguinha só não faz um formigueiro

Em 2002, através da iniciativa de um morador em ensinar futebol para as crianças no bairro Pousada II, em Bauru, surgiu o que conhecemos como o Projeto Formiguinha. Porém, somente em 2003, com o nome de ONG Comunitária Pousadense, o projeto foi oficializado, e o seu objetivo era evitar que as crianças e jovens do bairro entrem para o mundo da marginalidade.

Visita do Formiguinha ao Projeto Taquara (foto: Fernanda Luz)
Visita do Formiguinha ao Projeto Taquara (foto: Fernanda Luz)

Hoje em dia, o Formiguinha atende mais ou menos 50 crianças, entre 6 e 12 anos e tornou-se um espaço de recreação e aprendizado para essas crianças, com o intuito de criar uma ponte entre a escola e a família. Através das atividades lúdico-recreativas desenvolvidas pelos voluntários, elas aprendem um pouco sobre vários assuntos, como teatro, biologia, história e curiosidades. De acordo com Mateus Batista, aluno de Ciência da Computação na Unesp e voluntário no projeto, as crianças que tiverem interesse em participar devem cumprir as exigências de faixa etária e, para fazer a inscrição, basta procurar o presidente do projeto – Fernando – e contar com a disponibilidade da vaga. O Formiguinha funciona de segunda à sexta. No período da manhã, as atividades acontecem das 8h às 11h e no período da tarde das 14h às 17h.

Segundo a aluna de jornalismo da Unesp e voluntária, Isis Rangel, o projeto conta hoje com a ajuda de mais ou menos 20 pessoas que ficam responsáveis por ir pelo menos uma vez por semana na sede e desenvolver todos os tipos de atividades conforme a afinidade de cada um. Para ela, o número baixo de voluntários é preocupante, já que eles precisam de pelo menos quatro pessoas por período, o que daria um total de 40 voluntários ativos, situação que não acontece. Em relação às parcerias ela afirmou que “parceria fixa temos com a AIESEC que traz intercambistas para trabalhar exclusivamente no Formiguinha. Já vieram dois voluntários, uma do México e um de El Salvador e foi uma experiência muito bacana, para nós voluntários e para as crianças, que tiveram contato com outra cultura”.

Perguntados sobre como é fazer parte do Formiguinha, os dois entrevistados destacaram a importância do projeto e do voluntariado como forma de impactar a vida de uma pessoa, principalmente a de uma criança. Para Mateus, sua relação com o projeto é amor. “Uma vez que eu achei que tinha entendido tudo que acontecia naquele lugar, passei a me sentir responsável pelo futuro de dezenas de crianças. O amor que recebi destas crianças, todo o apego repentino, o afago involuntário, tudo isso fez com que o mundo parasse de fazer sentido e logo eu não era mais dono do meu destino, mas sim aquelas crianças”.

Tarde de foguetes do Projeto (foto: Fernanda Luz)
Tarde de foguetes do Projeto (foto: Fernanda Luz)

Já para Isis, a gratificação em saber que as crianças aprenderam algo ensinado por ela é o que a move. “Pode parecer assustador saber que 20 crianças dependem de você, ao menos uma vez por semana, mas ver que elas cresceram e que melhoraram e que você é um dos responsáveis é indescritível. Todo mundo deveria passar por uma experiência dessas na vida, eu sou uma pessoa melhor hoje, não porque faço trabalho voluntário, mas porque eu consigo mudar a realidade próxima a mim e me permiti deixar que ela me mudasse também, acho que isso é o mais importante”, afirma.

Atualmente, o Formiguinha depende exclusivamente das doações que recebe. O projeto recebe alimentos, material de limpeza, brinquedos, material escolar e muito mais. Alguns bazares são realizados pela diretoria e esse ano os voluntários conseguiram trabalhar em dois eventos da Unesp a fim de levantar fundos para o projeto: a Festa Junina da Atlética e o Intercom Sudeste. Para quem não quer ser voluntário, há outras maneiras de ajudar, seja com doações ou na parte administrativa, fazendo a parte de comunicação, administrando o dinheiro, achando novas parcerias ou orientando os voluntários na parte psico-pedagógica.

O Projeto Formiguinha está organizando uma festa para o Dia das Crianças. O evento acontecerá no sábado, dia 12, a partir das 14h, na sede que fica localizada na Rua Flávio Antônio Gonçalves, 1-85, bairro Pousada Esperança II. O intuito é que cada um leve um prato de comida ou doce e as crianças fiquem responsáveis pelos refrigerantes. Será um dia para promover brincadeiras com as crianças e uma maior integração com suas respectivas famílias, moradores do bairro e todos que puderem comparecer. Além disso, o Formiguinha está com uma campanha para receber doações de brinquedos, livros, gibis entre outros materiais escolares. Para quem quiser contribuir, os pontos de entrega na Unesp são a sala do PET-RTV e a Biblioteca. As doações podem ser feitas até o dia 11 de outubro, nesta sexta-feira.

Por Julia Bacelar

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