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Agronegócio: muito além da semente – parte 1

Foto: Mayara Abreu Mendes

O que você sabe sobre o agronegócio? Bom, talvez você entenda bastante. Mas se você pertencer à maioria das pessoas que vivem em centros urbanos, sua noção sobre essa área seja bastante negativa. É exatamente para mudar essa percepção que a ABAG/RP está aí.

Na verdade, um dos diversos trabalhos da Associação Brasileira de Agronegócio da região de Ribeirão Preto está em mudar a visão de futuros jornalistas e de profissionais atuantes, colocando-os em contato direto com os diversos setores que compõem os ramos da agropecuária. Para isso, a ABAG oferece gratuitamente transporte, hospedagem e alimentação a quem se inscrever para participar de um prêmio ao final desse processo de aprendizado.

Foto: Mayara Abreu Mendes

O prêmio José Hamilton Ribeiro, criado em 2008, homenageia o jornalista que é um dos grandes nomes do jornalismo voltado ao agronegócio. O prêmio é dividido em duas categorias: jovem talento e profissional. Iremos falar sobre a primeira, afinal, foi a que, por ora, pudemos vivenciar. Sua sexta edição, realizada em 2013, contou com a participação de estudantes entre o segundo e o último ano do curso de Jornalismo de diversas universidades, públicas e privadas, de todo o estado de São Paulo, entre elas a Unesp de Bauru.

As atividades foram divididas em duas fases. A primeira delas, composta por palestras e visitas, aconteceu entre os dias primeiro e 4 de maio e será sobre ele que iremos falar nesse post. Os futuros jornalistas visitaram empresas, indústrias, cooperativas e fazendas da região de Franca e Ribeirão Preto, além da maior feira do agronegócio da América Latina – a Agrishow.

O primeiro ciclo começou com um dia inteiro na Agrishow, na cidade de Ribeirão Preto, visitando stands e recebendo palestras de diversos representantes do agronegócio: desde funcionários de empresas de máquinas até Mônika Bergamaschi, secretária de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo.

Foto: Mayara Abreu Mendes

A Agrishow traz diversas empresas que se organizam durante o ano para fazerem suas exposições e concorrerem entre si. Mais de 6400 pessoas passam pela feira, sejam elas negociantes ou visitantes, para verem inovações tecnológicas para a agricultura e diversos itens agropecuários.

No período da manhã do dia seguinte, os estudantes viajaram para Patrocínio Paulista e fizeram um passeio pela empresa Jussara, onde andaram por todos os setores e receberam explicações e palestras sobre o funcionamento da empresa cujo forte é o leite. Vimos o processo desde a chegada do leite (vindo de produtores menores parceiros da Jussara), passando pelo beneficiamento, até chegar à embalagem e à saída para o mercado.

A empresa produz, também, derivados como o creme de elite, leite condensado, achocolatado e leite de soja. Dentro da fábrica, pudemos entender melhor os testes feitos para saber se o leite foi adulterado através de explicações detalhadas feitas por engenheiras de alimentos.

Foto: Mayara Abreu Mendes

Já no período da tarde, em Franca, a visita foi à Cocapec, uma cooperativa do café – o grande amigo dos jornalistas – com mais de 2000 associados. Além de uma visita pelo processo de torrefação, beneficiamento e ensacamento de café, os alunos de jornalismo assistiram a uma palestra sobre o próprio produto.À noite, o presidente do sindicato rural de Patrocínio Paulista, Irineu Monteiro, levou um pouco de sua experiência de mais de 60 anos na área agropecuária para o hotel que recebia os estudantes.

Foto: Mayara Abreu Mendes

O terceiro dia começou falando mais um pouco do café. Fomos a uma sede das mais modernas empresas do agronegócio, a Labareda Estate Coffee. Visitamos, em Cristais Paulista, a fazenda Bom Jesus, uma das três produtoras de café da empresa. Além de produzirem diferentes tipos do produto de muita qualidade (comprovada pelos muitos prêmios, como uma nota 99 no Certificado Rainforest), a Labareda se preocupa com seus funcionários e com as crianças carentes da região de Franca, fazendo trabalhos sociais com ambos.

Foto: Mayara Abreu Mendes

Durante a tarde, o deslocamento foi até Cravinhos, cidade onde está localizada a empresa Ourofino Agronegócio, responsável por manipular e comercializar produtos farmacêuticos para animais. O enfoque principal da visita foi a parte de marketing e comunicação da empresa, que atuam juntas. Além da comunicação interna, a empresa, que conta com uma estrutura excelente de televisão, assessoria e comunicação no geral, atua também na produção de materiais para o Canal do Boi, por exemplo, onde a empresa produz um programa voltado para o produtor rural – o Ourofino em Campo.No último dia, assistimos a duas palestras antes de nossa última visita. A primeira foi mais curta, dada pelo Paulo da ABAG/RP. Ele comentou sobre a importância de mostrar o agronegócio para quem não o conhece e que “não existe democracia sem uma imprensa forte” dando, assim, a deixa para que o jornalista Ricardo Boechat começasse sua dinâmica palestra. O foco dele, diferentemente de todos outros lugares por onde passamos, foi o jornalismo atual. Repleta de informalidades, sua palestra contou com exemplos de experiências pessoais e muitas críticas aos meios de comunicação, principalmente ao jornalismo televisivo (do qual faz parte).

E, para terminar o primeiro ciclo, fizemos uma rápida visita pelos processos produtivos do amendoim da empresa com a melhor tecnologia do país na área: a Coplana (Brazillian Premium Peanuts), de Jaboticabal. Vimos vários tipos de amendoim e diversos processos da produção, como a secagem e a torrefação.

Pelo menos em nossa opinião, as visitas foram muito úteis para termos a noção de como o agronegócio é importante para o nosso país e de como eles está inserido diretamente em nosso cotidiano: no que comemos, no que bebemos, no que vestimos… Enfim, em quase tudo!

por Estevão Rinaldi e Mayara Abreu Mendes

(aguardem a segunda parte :D)

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