Oportunidades

Ex-alunos: Entrevista com o jornalista Marcelo Torres

Formado pela Unesp, o jornalista Marcelo Torres conseguiu alcançar o que muitos alunos de jornalismo desejam: ser correspondente internacional. E, para ele, o mais importante na graduação foram as disciplinas teóricas, não as práticas.

Em que ano você se formou na Unesp? Chegou a fazer mestrado?

Me formei em 1996. Depois fiz um mestrado em Jornalismo Internacional na University of Westminster, em Londres, em 2002-2003.

Conseguiu emprego assim que se formou?

No ano em que me formei, comecei a trabalhar para a Editora Alto Astral, em Bauru.

O que você acha que faltou na sua formação na Unesp?

No meu tempo, o laboratório de TV era muito precário. Terminei as aulas sem produzir praticamente nenhuma reportagem para televisão. Sendo assim, tive que aprender muito da técnica de reportagem de TV no mercado. Apesar disso, tive um bom professor de telejornalismo, chamado Milton Campos, com quem pude aprimorar minha técnica de redação para TV. Isso me ajudou.

Por outro lado, do que você aprendeu na graduação, o que mais aproveitou no mercado de trabalho?

Acho que foram as disciplinas teóricas, como: Filosofia, Sociologia, Teorias da comunicação, entre outras. É importante aprender técnicas de reportagem, mas elas evoluem com tamanha velocidade nas redações que, a meu ver, o que de mais precioso que o aluno de jornalismo pode aprender na universidade é a capacidade de reflexão crítica frente a profissão e os fatos que os futuros repórteres irão cobrir. Considero que a Unesp me ajudou bastante a desenvolver meu “pensar” jornalístico.

Que conselhos você daria aos alunos que ainda estão na graduação?

Leiam muito e, já que hoje em dia é muito fácil e barato produzir vídeos, produzam o máximo que puderem enquanto estudam. Terminem a faculdade já dominando as técnicas de edição eletrônica. Principalmente, devorem jornais e revistas informativos. Muitos alunos de jornalismo não têm hábito de ler jornal, o que é uma catástrofe. É preciso desenvolver esse hábito para ler com prazer durante toda a vida profissional.

Como você chegou ao SBT?

Quando o jornalismo do canal foi reformulado em 2005, recebi um convite da equipe que chegava naquele momento, e que já conhecia meu trabalho na Rede Globo anos antes.

Como é a experiência de ser correspondente internacional? Tem algo que marcou?

Ser correspondente internacional é ter a chance de traduzir os fatos do mundo para os olhos brasileiros. É também uma tarefa muito difícil, uma vez que a imprensa do Brasil não é conhecida lá fora e, por isso, nem sempre as portas estão abertas para nós, brasileiros. Muitos fatos me marcaram nesses pouco mais de cinco anos de coberturas internacionais pelo SBT. Entre esses fatos marcantes, gostaria de citar as coberturas que fiz das guerras do Iraque e do Afeganistão.

Mariane Bovoloni

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