Oportunidades

Ex-alunos: Depoimento da Jornalista Karen Terossi

Uma das opções para o recém-formado de qualquer área é seguir a área Acadêmica. Ingressar no mestrado logo após a graduação foi a opção de Karen Terossi, formada em jornalismo na FAAC, em 2009.

“Entrei no mestrado logo que terminei a graduação principalmente porque gosto de pesquisa e considero que seja uma atividade que dá bons subsídios para a própria prática do profissional de jornalismo. Além de gostar de estudar as potencialidades do jornalismo, dentro de um cenário de digitalização da comunicação, penso que é importante a reflexão teórica e analítica sobre suas consequências. Certamente também pesou na decisão o fato de o mercado de trabalho nas redações estar bastante difícil: a dificuldade de se encontrar um emprego estável, os baixos salários e as cargas de trabalho excessivas. Com o mestrado, penso que posso ter maior margem de manobra, podendo trabalhar tanto como jornalista quanto como pesquisadora e mesmo professora.

Na Unesp não há exigência de um projeto de pesquisa para entrar no mestrado. Ele só vai ser desenvolvido quanto o aluno ingressar no programa, tiver as primeiras aulas e os primeiros encontros com o orientador. É um mecanismo que tem servido para que as pesquisas estejam adequadas às linhas de pesquisa do programa. A seleção envolve uma prova, a análise de currículo e uma entrevista. Para a prova, o programa de pós disponibiliza uma bibliografia de referência. Não é estritamente necessário que o candidato leia todos os livros, mas a prova constará de uma questão bem geral, na qual o candidato terá que desenvolver um texto coerente, bem fundamentado e com algumas referências. Por isso é uma bibliografia “indicada”. A outra questão da prova é uma sobre o projeto que o candidato pretende desenvolver no mestrado. É importante aí que ele analise as linhas de pesquisa do programa para se enquadrar em uma.

Para quem quiser fazer pós-graduação acadêmica (mestrado, doutorado) é importante já desenvolver alguma pesquisa durante a graduação, para se familiarizar com a linguagem e os métodos de pesquisa. E, principalmente, pensar em um objeto de pesquisa, abordagem, que goste. Claro que o pesquisador não deve se envolver com sua pesquisa a ponto de prejudicar o rigor científico, mas deve haver certa identificação para que a pesquisa não se torne um “peso”. Pesquisa exige disciplina para ler, rigor para selecionar, analisar amostras e obter resultados. Se o pesquisador não gostar do que faz, algo pode sair errado.”

Nádia Pirillo

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