Extensão

FAAC recebe alunos africanos na graduação

Mudar de casa, viver longe dos pais, aprender a se virar sozinho, ter que se adaptar a um ambiente totalmente novo e cheio de pessoas desconhecidas… Esses são desafios comuns na vida de muitos jovens que passam pelo vestibular e ingressam na universidade. E se já é difícil passar por todo esse processo quando você está só a algumas horas de distância da sua família, imagine como seria se você tivesse que fazer isso em outro país.

Pois essa é a realidade que os estudantes participantes do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G) se dispõem a enfrentar em busca de uma educação diferenciada. O programa, desenvolvido pelos Ministérios de Relações Exteriores e de Educação, oferece a jovens de países em desenvolvimento a oportunidade de cursar todo o Ensino Superior gratuitamente no Brasil.

O processo seletivo envolve várias etapas. O estrangeiro que pretende estudar no Brasil pelo PEC-G tem que atender a uma série de pré-requisitos, como ter entre 18 e 25 anos, falar português, ter concluído o Ensino Médio e provar que é capaz de arcar com as próprias despesas enquanto estiver no Brasil.

As inscrições são feitas nos consulados e embaixadas do Brasil nos países estrangeiros. Essas instituições fazem uma pré-seleção, e encaminham a lista de candidatos para o Ministério das Relações Exteriores daqui, onde é feita a seleção final.

Ao todo, noventa instituições de Ensino Superior públicas e privadas têm convênio com o PEC-G. Como a Unesp é uma delas, suas faculdades recebem todo ano estudantes que vêm de outros países para obter a formação universitária aqui.
A FAAC tem, atualmente, seis alunos africanos estudando em seus cursos por meio do PEC-G. São quatro de Cabo Verde, um de Angola e um da Guiné-Bissau, distribuídos nos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Rádio e TV e Artes.

Prestes a se formar em Arquitetura e Urbanismo, Quintino Seabra é um desses alunos. Ele veio da Guiné-Bissau em 2006 em busca de uma formação mais completa. Quintino conta que, em seu país, não é oferecido o curso de Arquitetura e Urbanismo, mas somente o de Arquitetura. Foi isso que o motivou a vir estudar no Brasil.

Ele diz que não foi difícil se acostumar ao novo país, e elogia a educação e a simpatia do povo brasileiro. “As pessoas são bem liberais. Não é aquela cultura européia de ‘cada um no seu canto’. Todo mundo é amigo, todo mundo conversa, se você pergunta alguma coisa a pessoa te informa. As pessoas ajudam umas às outras”, afirma.

O estudante se mostra satisfeito com a formação que teve aqui. “O curso é ótimo, e os professores são bacanas”. As notas altas obtidas desde o início do curso levaram Quintino a ser premiado com a Bolsa Mérito, oferecida pelo Ministério de Relações Exteriores aos alunos do PEC-G com melhor desempenho. Ele afirma que esse reconhecimento não significa que ele seja melhor que os outros alunos. “Tem vários alunos bons. Eu não sou melhor que ninguém. Eu tenho que ser o melhor de mim mesmo.”

Desde que chegou ao Brasil, Quintino nunca voltou ao seu país natal. Ele conta que sente falta da família, com quem procura manter contato constante por meio da internet e do telefone. Mas afirma que valeu a pena ter vindo fazer faculdade aqui. “Eu só tenho a dizer obrigado ao Brasil”.

Você pode encontrar mais informações sobre o PEC-G no site do Ministério da Educação, através do link: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12276&Itemid=530

Bruno Sisdelli

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