Pesquisa

O início da ciência

Você já pensou em fazer uma Iniciação Científica? Nem sabe o que é isso e, muito menos, como é o processo para se conseguir uma bolsa? Pois fique por dentro, porque as pesquisas de Iniciação Científica integram o que se chama de tripé da produção de conhecimento na Universidade: o ensino, a extensão e a pesquisa. Em outras palavras, o conhecimento no ensino superior é produzido a partir de três linhas: o ensino dentro da sala de aula, o aprendizado adquirido em projetos de extensão e, por fim, o conhecimento adquirido no campo das pesquisas acadêmicas.

Uma Iniciação Científica faz parte desse último item. “É um trabalho que pretende introduzir o estudante na pesquisa, fazendo com que ele apreenda as técnicas metodológicas e teóricas utilizadas pela ciência no campo das investigações”, afirma o professor Célio José Losnak que orienta trabalhos de pesquisa na Unesp-Bauru.

Para se fazer esse trabalho, você precisa procurar um professor de sua Universidade que tenha, no mínimo, o título de doutor e decidir um tema de estudo que esteja relacionada com a área de formação desse professor. Aí é hora de sentar na cadeira e começar a escrever um projeto para pleitear uma bolsa: escolher um corpus para a pesquisa, a metodologia a ser utilizada, selecionar uma bibliografia relevante e escrever o projeto para enviar a uma agência de fomento à pesquisa.

O professor Losnak informa que, na FAAC, duas são as principais agências financiadoras de pesquisa: a Fapesp e o CNPQ. Segundo ele, bolsas da Fapesp podem ser pedidas em qualquer época do ano; as do CNPQ têm um período específico para serem pleiteadas, o que é divulgado aos alunos antecipadamente.

Se você pensa que Iniciação Científica é um trabalho interessante apenas para quem quer fazer mestrado e doutorado, o professor Losnak dá a dica. “É um trabalho interessante para quem também não quer seguir carreira acadêmica e quer trabalhar no mercado de trabalho. A Iniciação é um estudo que altera o modo como o profissional organiza sua forma de trabalho, consulta materiais e pensa com o texto. É importante para qualquer universitário”, defende o professor.

Marcel Verrumo

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